Geo Uerj

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A Geo UERJ é uma publicação semestral do Instituto de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro que publica trabalhos inéditos de revisão crítica, resultados de pesquisas de natureza empírica, experimental ou conceitual sobre temas pertinentes à Geografia e áreas afins. Busca fomentar o intercâmbio de experiências em sua especialidade com outras Instituições, nacionais ou estrangeiras, que mantenham publicações congêneres, além de defender e respeitar os princípios do pluralismo de idéias filosóficas, políticas e científicas.

e-ISSN: 1981-9021 | ISSN: 1415-7543 | Ano de criação: 1997 - impresso, 2006 - eletrônico | Área do conhecimento: Geografia | Qualis: B1 (Geografia)

  • A CARTA DEL PAISAJE DE LAS AMÉRICAS: UMA COMPREENSÃO RESPONSIVA
    por Ítalo César de Moura Soeiro el día julio 29, 2021 a las 3:00 am

    Introdução: O presente artigo é resultado de uma compreensão dialógica e crítica da recém-publicada Carta del Paisaje de las Américas, e nele procura-se descobrir as características singulares desta Carta em relação à outras Cartas da Paisagem já redigidas nas Américas. O texto, de forma geral indaga em que medida o dito documento se trata de um instrumento e, se o for, em que medida é um instrumento que garante o direito à felicidade como bem patrimonial coletivo das Américas. Objetivo: O objetivo do presente artigo é interpelar a Carta enquanto instrumento que garantirá o direito à felicidade como bem patrimonial coletivo das Américas. Métodos (opcional): Para atingir ao objetivo exposto recorreu-se a leitura dialética de todas as Cartas da Paisagem já produzidas em âmbito nacional e regional nas Américas a fim de compreender o gênero discursivo – categoria ancorada à concepção dialógica da linguagem desenvolvida por Mikhail Bakhtin e seu círculo – ao qual pertence o documento em epígrafe neste artigo. Após a elucidação do gênero do discurso do documento, tomou-se o caso da “felicidade como bem patrimonial” como objeto de reflexão, uma vez que aparece na Carta como sendo o princípio máximo a ser garantido através da paisagem e enquanto bem patrimonial coletivo das Américas. Buscou-se, ainda, identificar características das Cartas nacionais e regionais já escritas no âmbito americano que nos denunciassem suas metodologias. Isso, pois ao se compreender o processo de criação das Cartas, entende-se quão comprometidas estão com a representação das singularidades e particularidades; quão comprometidas estão com a alteridade e com as diversas formas de conceber e relacionar com a paisagem. Resultados: A escolha do gênero discursivo não garante a vontade de servir como instrumento e há uma falta de precisão conceitual que abre a possibilidade de manipulação subjetiva e ideológica dos princípios declarados. O direito à felicidade como bem patrimonial coletivo das Américas é uma vontade transcendental, despreocupada com a realidade concreta que, por fim, não se legitima. Conclusão: Tal documento representa um avanço no caminho de pensar nossas paisagens de maneira coletiva. Mas no mesmo movimento, mostra-nos também a dificuldade de operacionalizar um projeto coletivo; a dificuldade de construir coletivamente metodologias que possibilitem representar a alteridade presente nos países e regiões que compõem as Américas. Os princípios nela declarados são muito mais expressão transcendental da vontade de alguns intelectuais, que uma expressão imanente e realmente concreta. Chama-se atenção, especialmente, para a necessidade de superação desse transcendentalismo que marcou a Construção de nossas Cartas nacionais, regionais e, consequentemente, de nossa Carta Continental da Paisagem; para a necessidade de abrir-nos em direção ao Outro. As realidades das Américas que são diversas, plurais, singulares, contraditórias ao serem tocadas pelos instrumentos desenvolvidos a partir dos princípios universalistas da Carta, certamente serão descaracterizadas por princípios descolados de sua realidade. Por tanto, a escolha do gênero discursivo não garantiu a vontade de servir como o instrumento que viabilizará a conquista do direito a felicidade como bem patrimonial coletivo das Américas.

  • VARIABILIDADE ESPACIAL E ANÁLISE MULTIVARIADA DOS ATRIBUTOS FÍSICOS DO SOLO EM UMA MICROBACIA DO RIO PANDEIROS
    por Pablo Fernando Santos Alves el día julio 29, 2021 a las 3:00 am

    Introdução: O levantamento dos atributos físicos do solo e do relevo é primordial para o monitoramento das modificações ambientais decorrentes das ações antrópicas. Objetivos: Objetivou-se caracterizar os atributos físicos do solo em uma microbacia do rio Pandeiros, Várzea Bonita, distrito de Januária-MG, determinando a variabilidade espacial das estimativas desses atributos e analisar de forma multivariada quais atributos refletem a variância na área considerada. Métodos: Foram amostrados vinte e cinco pontos georreferenciados de solo, sendo caracterizados os atributos físicos e o relevo. Resultados: O mapeamento do solo na microbacia em estudo indicou dependência espacial para a maioria dos atributos físicos do solo, com exceção da condutividade hidráulica do solo saturado. A análise multivariada dos atributos físicos do solo baseada nos componentes principais explicou 95,72% da variabilidade dos dados na microbacia, possibilitando delimitar os atributos mais sensíveis no monitoramento das modificações ocorridas no solo. Conclusão: Os teores de areia média, areia fina e areia muito fina são os atributos que mais refletem as modificações ocorridas no solo.

  • O ESPAÇO PÚBLICO NA CONTEMPORANEIDADE E NO FUTURO: O UTOPISMO QUANDO APLICADO
    por Anderson Franciscon el día julio 29, 2021 a las 3:00 am

    Introdução: Na contemporaneidade, o espaço público urbano, mais precisamente: as ruas, calçadas, parques e praças, por muitas vezes, têm seu uso e funções subutilizadas, conflituosas, predominando o desvio de função, o medo e a diferença em contraponto ao espaço público autêntico, ou seja, aquele de livre acesso, tanto físico, quanto simbólico. Com a popularização do automóvel, com o aumento da violência e com a baixa qualidade formal e funcional do espaço público contemporâneo, temos uma problemática em curso, ou seja, espaços públicos que já não cumprem sua função. Objetivo: Dessa forma, visando maximizar seu uso e reduzir seus conflitos, propomos como objetivo refletir sobre os estudos desenvolvidos acerca do espaço público ideal e utópico. Para tanto, levantamos os seguintes questionamentos: a) o que é um bom espaço público? b) o que visa um espaço público utópico? c) o que vem sendo idealizado e já implantado? Metodologia: Nosso aporte metodológico teve por base a pesquisa bibliográfica. Resultados:  Dentre os resultados, destacamos que no utopismo a coexistência (sociocultural, ambiental e entre modais de transportes) constitui a sua principal característica. Já o bom espaço público é aquele capaz de despertar o desejo de permanência de seus usuários. Conclusão: O espaço público utópico demandará impactante mudança socioespacial em nossas cidades, considerando novas mobilidades, energias alternativas, recriação da paisagem primária e, principalmente, primar pela coexistência.

  • O PROCESSO DE REGIONALIZAÇÃO EM MINAS GERAIS: BREVE ABORDAGEM SOBRE REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE, REGIÃO METROPOLITANA DO VALE DO AÇO E PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR (PLC) 11/15 PARA INSTITUIÇÃO DA REGIÃO METROPOLITANA DE MONTES CLAROS
    por Brenda Melo Bernardes el día julio 29, 2021 a las 3:00 am

    Introdução: Minas Gerais é um estado que desempenha alto poder de polarização nacional, entretanto, apesar de sua extensão territorial, possui apenas duas regiões metropolitanas consolidadas, a saber Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), instituída pela Lei Complementar Federal n° 14, de 1973, e a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), instituída pela Lei Complementar Estadual nº 51/98 (alterada pelas Leis Complementares Estaduais nº 90/2006 e nº 122/2012). Essas regiões metropolitanas apresentam características distintas em relação à escala territorial e especificidades de uso e ocupação. Ademais, destaca-se também na rede urbana de Minas Gerais a cidade de Montes Claros, que exerce forte poder de influência regional no Norte de Minas, havendo interesse de instituição de uma região metropolitana por parte de seus gestores a partir do Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 11/15. Objetivo: Assim, define-se como objetivo geral deste artigo abordar brevemente acerca da Região Metropolitana de Belo Horizonte, da Região Metropolitana do Vale do Aço e sobre o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 11/15 para instituição da Região Metropolitana de Montes Claros. Métodos: A pesquisa, de caráter qualitativo, utiliza como técnicas a análise documental, a partir da consulta a dados estatísticos do IBGE, e de documentos legais; e bibliográfica, por meio da análise da caracterização das regiões em estudo em artigos e publicações acadêmicas. Resultados: São relacionados no artigo os critérios legais para instituição das regiões metropolitanas, um breve histórico sobre a consolidação das regiões metropolitanas em Minas Gerais e investigação sobre as especificidades das Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte, do Vale do Aço e do Projeto de Lei para instituição da Região Metropolitana de Montes Claros. Conclusão: Em considerações finais é destacado que, embora as regiões metropolitanas analisadas apresentem distinções em termos de porte populacional e escala territorial, ambas comungam problemas de gestão socioeconômica e demandam a adoção de políticas públicas integradas para desenvolvimento mais equilibrado.

  • PARÂMETROS BIOFÍSICOS À SUPERFÍCIE POR SENSORIAMENTO REMOTO ORBITAL EM BACIA HIDROGRÁFICA DO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
    por Frederico Abraão Costa Lins el día julio 29, 2021 a las 3:00 am

    Introdução: O Semiárido brasileiro é caracterizado em muitos locais por seu balanço hídrico negativo, precipitação irregular e predominância do bioma Caatinga. As ações antrópicas têm impactado em alterações no uso do solo e ameaçado a Caatinga. Desta forma, o sensoriamento remoto é uma ferramenta chave para investigação dos impactos ambientais, planejamento e tomada de decisões sobre os recursos hídricos e naturais. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi monitorar e avaliar parâmetros biofísicos da superfície terrestre no período seco em bacia hidrográfica do semiárido brasileiro por meio de técnicas de sensoriamento remoto. Métodos: A área de estudo selecionada foi a bacia hidrográfica do riacho Exu, localizada no semiárido Pernambucano. O estudo foi desenvolvido através do processamento digital de três imagens orbitais fornecidas pela NASA/USGS, nas quais foram implementadas o Surface Energy Balance Algorithm for Land (SEBAL). Resultados: A dinâmica da vegetação não diferiu significativamente entre as imagens, independente se o ano foi seco, normal ou chuvoso, porque a resposta do crescimento da vegetação ocorre em uma escala diária, dependendo da precipitação. De maneira geral, observou-se que o aumento dos índices de vegetação refletiu em menores valores para albedo e temperatura de superfície. Conlusões: O sensoriamento remoto permitiu o monitoramento ambiental da bacia hidrográfica na região semiárida, avaliando efetivamente as mudanças ambientais da bacia, tanto em face das variações climáticas locais, quanto através de ações antrópicas de uso e ocupação do solo.

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