Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia

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Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia

Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia

A Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia surgiu em 1991, substituindo três títulos extintos em decorrência da fusão das instituições ligadas à pesquisa nas áreas de Arqueologia e Etnologia: Revista Dédalo, Revista de Pré-História e Revista do Museu Paulista. É um periódico acadêmico destinado à publicação de trabalhos sobre Arqueologia, Etnologia e Museologia. Em 2016 a revista torna-se eletrônica, semestral e todos os números impressos foram digitalizados e disponibilizados em acesso aberto pelo Portal de Revistas USP.

  • O ritual do Kiki do povo Kaingang: cultura material de um ritual religioso indígena no Brasil Meridional
    por Isabella Brandão de Queiroz el día agosto 12, 2021 a las 3:00 am

    O Ritual do Kiki é um ritual de culto aos mortos dos Kaingang, etnia indígena do sul e sudeste do Brasil. No período pré-colonial, o ritual era performado anualmente com o objetivo de fornecer aos mortos uma boa transição ao numbê (o mundo dos mortos). Entretanto, com o processo de colonização do Brasil e a consequente catequização imposta aos indígenas, o Kiki parou de ser realizado. Na década de 1970, os Kaingang readotaram o ritual como forma de resistência cultural e identitária aos não indígenas. O último ritual até então realizado aconteceu na Aldeia Condá em 2011, gerando a presente análise etnoarqueológica que visa apontar a centralidade e o significado que a cultura material apresenta no ritual e na vida cotidiana do povo Kaingang.

  • O Teatro de Marcelo: historiografia e percepção do espaço teatral (séc. I a.C.)
    por Leticia Aga Pereira Passos el día agosto 12, 2021 a las 3:00 am

    No período de transição entre República e Principado, juntamente com as artes, literatura e arquitetura, a imagem urbana de Roma foi usada pelo Imperador Augusto como uma ferramenta para legitimar o poder de seu novo governo e sua própria imagem. Como herdeiro de Júlio César, o Princeps objetivou modernizar a cidade construindo grandiosos monumentos públicos. Dentre as construções, situa-se a construção do Teatro de Marcelo, um dos maiores teatros do Império Romano. Utilizado pela primeira vez em 17 a.C. para os Jogos Seculares e dedicado formalmente ao sobrinho e herdeiro do Imperador, o teatro era capaz de receber mais de 15.000 pessoas. Apesar das mudanças lógicas inerentes à passagem do tempo e as restaurações realizadas, a estrutura monumental do teatro permanece até os dias atuais. Assim, aprofundando no estudo do espaço físico teatral, buscaremos expor sobre a construção do Teatro de Marcelo, indicando sua estrutura interna e suas inovações arquitetônicas. Por se tratar de um monumento que encontra um certo abandono na historiografia atual, objetivamos uma ampla discussão dos estudos atuais do Teatro de Marcelo, a qual nos fornece a complexidade de suas plantas baixas e suas descobertas arqueológicas. Por fim, iremos apresentar as duas reconstituições tridimensionais encontradas, debatendo sobre o espaço em 3D com as informações historiográficas.

  • Crônicas amazônicas e trocas indígenas: caminhos para uma arqueologia documental do Médio Solimões nos séculos XVI e XVII
    por Rafael de Almeida Lopes el día agosto 12, 2021 a las 3:00 am

    O rio Solimões foi um dos principais caminhos por onde passaram os primeiros viajantes europeus que conheceram a Amazônia. Nos séculos XVI e XVII, expedições atravessaram esse rio junto a cronistas que, além das paisagens, descreveram as diversas e distintas populações indígenas que habitavam suas margens. O presente trabalho preliminar discute essas fontes históricas referentes ao médio curso do rio Solimões pela perspectiva pouco aprofundada da arqueologia. Para realizar a discussão serão apresentadas as principais fontes da época, seus contextos de produção e as problemáticas envolvidas em sua análise. Depois, serão abordadas as descrições realizadas sobre os grupos indígenas do Médio Solimões no século XVI e XVII. Então, serão elencadas análises possíveis das crônicas no levantamento de informações contextuais arqueológicas, sobre padrões de assentamento, práticas e produtos, e redes de trocas. Por fim, serão traçadas as potencialidades de uma arqueologia documental no tratamento dessas fontes para a pesquisa arqueológica e para a pesquisa histórica.

  • Múmias digitais: práticas funerárias em Assassin's Creed Origins
    por Jessica Silva Mendes el día agosto 12, 2021 a las 3:00 am

    Este artigo  busca apresentar, sob o viés arqueológico, uma análise crítica das principais características das práticas funerárias do Antigo Egito representadas no jogo eletrônico Assassin’s Creed Origins, desenvolvido pela produtora Ubisoft Entertainment S.A.. Essa pesquisa foi desenvolvida no âmbito da produção de trabalhos do Grupo de Pesquisa (CNPq) ARISE – Arqueologia Interativa e Simulações Eletrônicas e visa pormenorizar as representações materiais do mundo funerário (mumificação, enterramentos, e outros fatores), bem como o impacto do diálogo entre desenvolvedores, historiadores/arqueólogos e o público em geral.

  • “De primeiro não era assim”: histórias, paisagens e as coisas da Ilha do Pará, Afuá, Amazônia
    por Queiton Carmo dos Santos el día agosto 12, 2021 a las 3:00 am

    A partir da arqueologia etnográfica, esse estudo busca evidenciar como as pessoas que habitam o distrito de Afuá, a Ilha do Pará, uma região de fronteira fluvial da foz do Rio Amazonas, se relacionam com suas paisagens, lugares e suas coisas e como, através desses elementos, elaboram narrativas a respeito de seus tempos. Assim, o artigo pretende tensionar o entendimento e as práticas relativas ao campo disciplinar arqueológico por meio dos saberes locais e das presenças arqueológicas e, dessa maneira, contribuir para atuais discussões que provocam uma relação estreita entre estudos etnográficos e a arqueologia na e da Amazônia.

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