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Synesis (ISSN 1984-6754)

Synesis (ISSN 1984-6754 ) é a revista semestral do Centro de Teologia e Humanidades da Universidade Católica de Petrópolis para divulgação das pesquisas e das produções acadêmicas e científicas nas áreas das humanidades, com foco especialmente em filosofia e em teologia.

Na última avaliação do Qualis/CAPES, Synesis foi reconhecida como: B1 (Filosofia); B2 (Interdisciplinar); B3 (Educação, Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo, Comunicação e Informação); B4 (Geografia).

Synesis está indexada em diversas bases de dados internacionais. Veja a lista completa após a edição atual da revista nesta página.

  • UMA REFLEXÃO SCOTISTA SOBRE A INDIVIDUAÇÃO DO L’ADONNÉ
    por Susiane Kreibich el día julio 23, 2021 a las 12:00 am

    Jean-Luc Marión propõe o L’adonné, aquele que é “interpelado” ou “chamado”, como alternativa para a superação do sujeito moderno. O interpelado é aquele que se constitui a partir do fenômeno da chamada, e esta se constitui fenomenologicamente segundo a convocação, a surpresa, a interlocução e a facticidade. A individuação do L’adonné se dá na facticidade da chamada, a qual estabelece uma equivalência entre o acesso de quem é chamado a si como “si”, realizando, assim, a ipseidade. A chamada possibilita ao “eu” se descobrir interpelado por ela, pois é anterior aquele que é chamado. Por outro lado, para João Duns Scotus a individuação é constitutiva ao singular e não pode se dar a partir de elementos exteriores a ele. A individuação é possibilitada pela estrutura ontológica do singular, sendo o indivíduo o resultado da contração da natureza (natura), estrutura compartilhada entre aqueles que pertencem à mesma espécie, pela diferença individual (differentia individualis), estrutura formal que possibilita a cada singular realizar-se exclusivamente.

  • DIREITO À VERDADE COMO DIREITO À MEMÓRIA
    por Geovana Faza da Silveira Fernandes el día julio 23, 2021 a las 12:00 am

    No discurso do direito internacional, emerge o direito à verdade como um novo conceito jurídico a mobilizar uma diversidade de agendas e interesses. O presente estudo procura interpretar o direito à verdade como direito à memória a partir da análise da sentença de condenação do Brasil pela Corte Interamericana no caso Gomes Lund e outros (“Guerrilha do Araguaia”). Por ser um caso exemplar de demanda perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos, procura-se demonstrar que o persistente desconhecimento da verdade equivale à amnésia institucional forçada e a persistência de delitos do esquecimento, que pretendem apagar os traços das violências passadas contra a dignidade da pessoa humana.

  • TRÍADE DIALÓGICA DE JURISDIÇÕES EUROPEIAS: ENTRE O MONÓLOGO E O DIÁLOGO
    por Pedro Miguel Alves Ribeiro Correia el día julio 23, 2021 a las 12:00 am

    Na esfera europeia é detetável uma tríade dialógica onde a tutela multinível dos Direitos Humanos se ampara. Considerando a dinâmica entre o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e os tribunais constitucionais, por vezes sobrepostas e gerando conflitos que colocam em causa a defesa dos direitos e liberdades, evoca-se a necessidade de um melhor diálogo entre estas jurisdições. O objetivo do presente trabalho incide na análise da coabitação entre a Jurisdição Constitucional portuguesa e a Jurisdição Europeia dos Direitos Humanos de modo a melhor compreender o ponto de situação do diálogo judicial. Pretende-se ainda perceber se se caminha para um diálogo mais favorável entre os órgãos jurisdicionais ou se perpetuará um monólogo inflexível. Estudos futuros deverão analisar o diálogo entre as jurisdições de outros Estados e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, analisando, designadamente, acórdãos com impactos nos sistemas domésticos.

  • DA ESTRUTURA E DO QUIASMA EM MERLEAU-PONTY
    por Rodrigo Barbosa Gomes Benevides el día julio 23, 2021 a las 12:00 am

    A Estrutura do Comportamento (1942) e O Visível e o Invisível (1964) representam estágios diferentes no desenvolvimento da sistematização ontológica de Merleau-Ponty. A divisão entre as ordens física, vital e humana, pensada na década de 1940, revela-se insuficiente com a posterior introdução da noção de Carne como elemento primordial do Ser. Não obstante, o artigo argumenta que, apesar das notáveis e, por vezes, incontornáveis diferenças entre as ontologias das obras supracitadas, os conceitos de Estrutura ( Gestalt) e Quiasma possuem uma função correlata e, dessa forma, indicam certa continuidade na obra do filósofo. Portanto, trata-se aqui de demonstrar o paralelismo entre as noções de Quiasma e Estrutura.

  • DISCRIMINAÇÕES INTERESPECÍFICAS E INTRAESPECÍFICAS
    por Luciano Carlos Cunha el día julio 23, 2021 a las 12:00 am

    O especismo pode ser definido como a discriminação contra quem não pertence a determinada(s) espécie(s). Frequentemente, objeta-se comparar o especismo com discriminações que afetam humanos, como o racismo, o sexismo e o capacitismo. Também são frequentes as objeções à comparação entre as consequências do especismo (por exemplo, a exploração sobre os animais não humanos) com as consequências de discriminações sobre humanos (como a escravidão humana ou o holocausto). Neste artigo discuto três tipos de objeções a essas comparações: (a) a de que elas não deveriam ser feitas porque algumas pessoas poderiam se ofender com elas; (b) a de que os casos comparados não são análogos e; (c) a de que essas comparações poderiam ser contraproducentes no combate ao especismo. Defenderei que: (a) não existem boas razões para alguém se sentir ofendido com tais comparações; (b) os casos comparados são análogos e que; (c) essas comparações são essenciais não apenas para se explicar o que é o especismo, mas para combatê-lo, bem como para se combater outras formas de discriminação.

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