Proteína estimuladora de acilação (ASP) e a obesidade: características, funções e relação

Este trabalho visa analisar e descrever a origem, as características e funções da proteína estimuladora de acilação (ASP) através de uma revisão de literatura em bases de dados especializadas. A ASP é uma adipocina produzida pelos adipócitos através de uma cascata de reações entre o complexo enzimático D (complemento C3a), do complemento B e da adipsina. A ASP atua favorecendo os processos lipogênicos.  A ligação da ASP aos adipócitos leva a um aumento da atividade do diacilglicerol aciltransferase, que catalisa e controla a velocidade da esterificação dos ácidos graxos para formar o triacilglicerol. Além de estimular a esterificação de ácidos graxos, a ASP pode tanto atuar na regulação da secreção de insulina como na ingestão de alimentos. A ASP também atua inibindo a ação do hormônio lípase sensível e elevando os níveis de glicose intracelular nos adipócitos. Estes efeitos da ASP são mediados através de um receptor acoplado à proteína G. A ASP encontra-se em níveis aumentados em obesos, bem como em pacientes com resistência à insulina, diabetes, doenças cardiovasculares, hipertireoidismo e síndrome do ovário policístico. Estudos demonstram também haver uma forte relação dos altos níveis de ASP com o índice de massa corporal, sugerindo um papel importantíssimo desta adipocina no desenvolvimento da obesidade humana. Portanto, o entendimento do funcionamento desta adipocina pode ser um importante mecanismo para o desenvolvimento de tratamentos contra a obesidade e suas complicações.

​Este trabalho visa analisar e descrever a origem, as características e funções da proteína estimuladora de acilação (ASP) através de uma revisão de literatura em bases de dados especializadas. A ASP é uma adipocina produzida pelos adipócitos através de uma cascata de reações entre o complexo enzimático D (complemento C3a), do complemento B e da adipsina. A ASP atua favorecendo os processos lipogênicos.  A ligação da ASP aos adipócitos leva a um aumento da atividade do diacilglicerol aciltransferase, que catalisa e controla a velocidade da esterificação dos ácidos graxos para formar o triacilglicerol. Além de estimular a esterificação de ácidos graxos, a ASP pode tanto atuar na regulação da secreção de insulina como na ingestão de alimentos. A ASP também atua inibindo a ação do hormônio lípase sensível e elevando os níveis de glicose intracelular nos adipócitos. Estes efeitos da ASP são mediados através de um receptor acoplado à proteína G. A ASP encontra-se em níveis aumentados em obesos, bem como em pacientes com resistência à insulina, diabetes, doenças cardiovasculares, hipertireoidismo e síndrome do ovário policístico. Estudos demonstram também haver uma forte relação dos altos níveis de ASP com o índice de massa corporal, sugerindo um papel importantíssimo desta adipocina no desenvolvimento da obesidade humana. Portanto, o entendimento do funcionamento desta adipocina pode ser um importante mecanismo para o desenvolvimento de tratamentos contra a obesidade e suas complicações. Read More

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