Prevalência e fatores associados a intolerância alimentar em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica atendidos em um projeto de extensão do norte do Brasil

Introdução: A cirurgia bariátrica tem se mostrado o tratamento mais eficaz para obesidade grave, porém, pode ocorrer o desenvolvimento de intolerância alimentar (IA). Objetivo: Investigar a prevalência e fatores associados à IA em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica a no mínimo 3 meses. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo observacional, do tipo transversal, onde foram avaliados pacientes com no mínimo 3 meses de pós-operatório, na cidade de Palmas – Tocantins, que participam do Ambulatório de Bariátrica da Universidade Federal do Tocantins (AMBBAR). Foram coletados dados sobre saúde atual, antropométricos (peso e altura), sintomas gastrointestinais (vômitos, síndrome de dumping e problemas gástricos), mastigação, compulsão alimentar pela Escala de Compulsão Alimentar Periódica, e intolerância alimentar pelo questionário validado A New Questionnaire for Quick Assessment of Food Tolerance after Bariatric Surgery. Discussão e Resultados: A amostra foi composta por 31 pacientes, 84% eram do sexo feminino e 54% apresentavam algum grau de IA. Observamos que o escore de tolerância alimentar foi menor entre a população do sexo feminino com a média de 23,4±3,2. A tolerância alimentar apresentou-se maior no grupo alimentar “Peixe”, com 96,8% dos pacientes conseguindo comer “facilmente”. O grupo alimentar que apresentou menor tolerância foi o “Arroz”, em que 6,5% dos pacientes “não comem”. O grupo alimentar “Pão” apresentou 22,6% dos pacientes relatando consumir “com alguma dificuldade”. Observamos associação entre presença de vômitos (p=0,05) e síndrome de dumping (p=0,05). Conclusão: Mais da metade dos pacientes submetidos ao RYGB apresentavam IA, vômitos e síndrome de Dumping foram identificados como fatores associados à intolerância.

​Introdução: A cirurgia bariátrica tem se mostrado o tratamento mais eficaz para obesidade grave, porém, pode ocorrer o desenvolvimento de intolerância alimentar (IA). Objetivo: Investigar a prevalência e fatores associados à IA em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica a no mínimo 3 meses. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo observacional, do tipo transversal, onde foram avaliados pacientes com no mínimo 3 meses de pós-operatório, na cidade de Palmas – Tocantins, que participam do Ambulatório de Bariátrica da Universidade Federal do Tocantins (AMBBAR). Foram coletados dados sobre saúde atual, antropométricos (peso e altura), sintomas gastrointestinais (vômitos, síndrome de dumping e problemas gástricos), mastigação, compulsão alimentar pela Escala de Compulsão Alimentar Periódica, e intolerância alimentar pelo questionário validado A New Questionnaire for Quick Assessment of Food Tolerance after Bariatric Surgery. Discussão e Resultados: A amostra foi composta por 31 pacientes, 84% eram do sexo feminino e 54% apresentavam algum grau de IA. Observamos que o escore de tolerância alimentar foi menor entre a população do sexo feminino com a média de 23,4±3,2. A tolerância alimentar apresentou-se maior no grupo alimentar “Peixe”, com 96,8% dos pacientes conseguindo comer “facilmente”. O grupo alimentar que apresentou menor tolerância foi o “Arroz”, em que 6,5% dos pacientes “não comem”. O grupo alimentar “Pão” apresentou 22,6% dos pacientes relatando consumir “com alguma dificuldade”. Observamos associação entre presença de vômitos (p=0,05) e síndrome de dumping (p=0,05). Conclusão: Mais da metade dos pacientes submetidos ao RYGB apresentavam IA, vômitos e síndrome de Dumping foram identificados como fatores associados à intolerância. Read More

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