A obesidade materna é um fator de risco significativo para o desenvolvimento da obesidade infantil, influenciando hábitos alimentares e estilo de vida. Com o objetivo de investigar o papel das intervenções educativas em mães obesas pré-cirurgia bariátrica, sobre a saúde de suas crianças e adolescentes, desenvolveu-se este estudo observacional, longitudinal e quantitativo. A pesquisa foi realizada no Serviço de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário do Oeste do Paraná e incluiu 10 mães com IMC ≥ 40 kg/m2 e seus 17 filhos, com idades entre 2 e 18 anos. Foram coletados dados antropométricos e comportamentais antes e seis meses após a intervenção, incluindo IMC, hábitos alimentares e tempo de exposição a telas, através de questionários validados. Os resultados indicaram que, apesar da significativa perda de peso materna, não houve impacto estatisticamente significativo sobre o IMC e o z-score do IMC das crianças e adolescentes. Contudo, observou-se uma redução no tempo de exposição às telas (p=0,014) e mudanças nas práticas alimentares parentais, como maior restrição alimentar para a saúde (p=0,019) e menor pressão para comer (p=0,05). A percepção materna sobre o estado nutricional dos filhos apresentou discrepâncias em relação às classificações antropométricas reais, dificultando a adoção precoce de estratégias preventivas. Concluiu-se que a perda de peso materna não foi suficiente para modificar substancialmente os hábitos de vida da prole, sugerindo a necessidade de intervenções direcionadas ao ambiente familiar e a inclusão de abordagens educativas voltadas para a saúde infantil nos modelos de cuidado da cirurgia bariátrica, visando minimizar os efeitos intergeracionais da obesidade.
A obesidade materna é um fator de risco significativo para o desenvolvimento da obesidade infantil, influenciando hábitos alimentares e estilo de vida. Com o objetivo de investigar o papel das intervenções educativas em mães obesas pré-cirurgia bariátrica, sobre a saúde de suas crianças e adolescentes, desenvolveu-se este estudo observacional, longitudinal e quantitativo. A pesquisa foi realizada no Serviço de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário do Oeste do Paraná e incluiu 10 mães com IMC ≥ 40 kg/m2 e seus 17 filhos, com idades entre 2 e 18 anos. Foram coletados dados antropométricos e comportamentais antes e seis meses após a intervenção, incluindo IMC, hábitos alimentares e tempo de exposição a telas, através de questionários validados. Os resultados indicaram que, apesar da significativa perda de peso materna, não houve impacto estatisticamente significativo sobre o IMC e o z-score do IMC das crianças e adolescentes. Contudo, observou-se uma redução no tempo de exposição às telas (p=0,014) e mudanças nas práticas alimentares parentais, como maior restrição alimentar para a saúde (p=0,019) e menor pressão para comer (p=0,05). A percepção materna sobre o estado nutricional dos filhos apresentou discrepâncias em relação às classificações antropométricas reais, dificultando a adoção precoce de estratégias preventivas. Concluiu-se que a perda de peso materna não foi suficiente para modificar substancialmente os hábitos de vida da prole, sugerindo a necessidade de intervenções direcionadas ao ambiente familiar e a inclusão de abordagens educativas voltadas para a saúde infantil nos modelos de cuidado da cirurgia bariátrica, visando minimizar os efeitos intergeracionais da obesidade. Read More
