Qual é a prevalência de excesso de peso entre adultos e idosos atendidos na Atenção Primária à Saúde?

Introdução: o sobrepeso e a obesidade crescem de maneira alarmante ao redor do globo e no Brasil esse fato não é diferente. O excesso de peso apresenta índices cada vez maiores na população brasileira e pode estar associado a outros indicadores de saúde. Objetivo: estimar a prevalência do excesso de peso em adultos e idosos na Atenção Primária à Saúde (APS) e fatores relacionados. Materiais e Métodos: estudo transversal realizado com adultos e idosos atendidos na APS. Dados sociodemográficos, de saúde e comportamentais coletados de prontuários eletrônicos e excesso de peso (desfecho) atribuído quando índice de massa corporal ≥ 25 kg/m2 para adultos e ≥ 27 kg/m2 para os idosos. Resultados: total de 2.149 participantes, com destaque para sexo feminino (63,4%), idosos (50,7%), hipertensão arterial sistêmica (HAS) (46%), diabetes mellitus (DM) (17,7%), dislipidemia (24%) e cardiopatias (10,8%). O excesso de peso atingiu 67,6% (IC95 65,6-69,5) da amostra, sendo 69,5% (IC95 66,7-72,2) em adultos e 65,7% (IC95 62,9-68,5) em idosos. A probabilidade do desfecho foi maior entre aqueles com 50-59 anos (RP 1,20; 1,01-1,43). Ainda, a probabilidade do excesso de peso foi maior entre os que não trabalhavam (RP 1,14; 1,09-1,19) e os que não fumavam (RP 1,14; 1,09-1,21) e naqueles que apresentaram diagnóstico de HAS (RP 1,17; 1,08-1,27), DM (RP 1,22; 1,07-1,39) e cardiopatia (RP 1,12; 1,06-1,19). Conclusão: a prevalência elevada de excesso de peso em indivíduos com 50-59 anos, hipertensos, diabéticos e cardiopatas revela a necessidade de políticas focadas nessas populações em todos os níveis de atenção à saúde.

​Introdução: o sobrepeso e a obesidade crescem de maneira alarmante ao redor do globo e no Brasil esse fato não é diferente. O excesso de peso apresenta índices cada vez maiores na população brasileira e pode estar associado a outros indicadores de saúde. Objetivo: estimar a prevalência do excesso de peso em adultos e idosos na Atenção Primária à Saúde (APS) e fatores relacionados. Materiais e Métodos: estudo transversal realizado com adultos e idosos atendidos na APS. Dados sociodemográficos, de saúde e comportamentais coletados de prontuários eletrônicos e excesso de peso (desfecho) atribuído quando índice de massa corporal ≥ 25 kg/m2 para adultos e ≥ 27 kg/m2 para os idosos. Resultados: total de 2.149 participantes, com destaque para sexo feminino (63,4%), idosos (50,7%), hipertensão arterial sistêmica (HAS) (46%), diabetes mellitus (DM) (17,7%), dislipidemia (24%) e cardiopatias (10,8%). O excesso de peso atingiu 67,6% (IC95 65,6-69,5) da amostra, sendo 69,5% (IC95 66,7-72,2) em adultos e 65,7% (IC95 62,9-68,5) em idosos. A probabilidade do desfecho foi maior entre aqueles com 50-59 anos (RP 1,20; 1,01-1,43). Ainda, a probabilidade do excesso de peso foi maior entre os que não trabalhavam (RP 1,14; 1,09-1,19) e os que não fumavam (RP 1,14; 1,09-1,21) e naqueles que apresentaram diagnóstico de HAS (RP 1,17; 1,08-1,27), DM (RP 1,22; 1,07-1,39) e cardiopatia (RP 1,12; 1,06-1,19). Conclusão: a prevalência elevada de excesso de peso em indivíduos com 50-59 anos, hipertensos, diabéticos e cardiopatas revela a necessidade de políticas focadas nessas populações em todos os níveis de atenção à saúde. Read More

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