A formação de cidades e confederações no Peloponeso helenístico é caracterizada por dinâmicas de coerção e cooperação. Um caso representativo é o da Confederação Aqueia, a qual se destaca pela política externa de expansão territorial, sobretudo ao longo dos séculos III e II a.E.C. O nosso objetivo é compreender esse processo a partir de uma inscrição que informa a integração da cidade de Orcômeno, datada em cerca de 235 a.E.C. (IG V2 344). Analisando-a pelo realismo político de Tucídides e em perspectiva ambiental, testamos a hipótese de que a coerção era preponderante nas disputas territoriais e estava condicionada pelo próprio território, uma vez que a Confederação usava as instituições e os recursos humanos e ambientais a fim de submeter novas cidades membro aos seus interesses.
A formação de cidades e confederações no Peloponeso helenístico é caracterizada por dinâmicas de coerção e cooperação. Um caso representativo é o da Confederação Aqueia, a qual se destaca pela política externa de expansão territorial, sobretudo ao longo dos séculos III e II a.E.C. O nosso objetivo é compreender esse processo a partir de uma inscrição que informa a integração da cidade de Orcômeno, datada em cerca de 235 a.E.C. (IG V2 344). Analisando-a pelo realismo político de Tucídides e em perspectiva ambiental, testamos a hipótese de que a coerção era preponderante nas disputas territoriais e estava condicionada pelo próprio território, uma vez que a Confederação usava as instituições e os recursos humanos e ambientais a fim de submeter novas cidades membro aos seus interesses. Read More
