A joint venture brasileiro-ucraniana Alcântara Cyclone Space (ACS) foi lançada em 2006, agregando a localização equatorial do centro de lançamento brasileiro com a tecnologia de foguetes da Ucrânia para competir no mercado espacial global. Apesar de seu potencial técnico, o projeto foi, em última instância, prejudicado por pressão significativa dos Estados Unidos e da Rússia. Utilizando o arcabouço teórico do realismo defensivo, o estudo explora como essas grandes potências empregaram restrições diplomáticas, tecnológicas e econômicas para limitar o avanço da iniciativa e preservar sua dominância no setor espacial. Baseada em telegramas diplomáticos norte-americanos vazados, a análise demonstra como a interferência externa restringiu progressivamente a parceria, culminando em sua dissolução em 2015. Os resultados evidenciam barreiras estruturais enfrentadas por potências médias na busca por autonomia tecnológica em meio à competição entre grandes potências em setores estratégicos, como o da tecnologia espacial.
A joint venture brasileiro-ucraniana Alcântara Cyclone Space (ACS) foi lançada em 2006, agregando a localização equatorial do centro de lançamento brasileiro com a tecnologia de foguetes da Ucrânia para competir no mercado espacial global. Apesar de seu potencial técnico, o projeto foi, em última instância, prejudicado por pressão significativa dos Estados Unidos e da Rússia. Utilizando o arcabouço teórico do realismo defensivo, o estudo explora como essas grandes potências empregaram restrições diplomáticas, tecnológicas e econômicas para limitar o avanço da iniciativa e preservar sua dominância no setor espacial. Baseada em telegramas diplomáticos norte-americanos vazados, a análise demonstra como a interferência externa restringiu progressivamente a parceria, culminando em sua dissolução em 2015. Os resultados evidenciam barreiras estruturais enfrentadas por potências médias na busca por autonomia tecnológica em meio à competição entre grandes potências em setores estratégicos, como o da tecnologia espacial. Read More
