Introdução e objetivo: A dermatite atópica é uma condição inflamatória crônica e multifatorial, cujo manejo inclui crescente interesse por estratégias nutricionais. Paralelamente, o TikTok tornou-se uma fonte popular de informações em saúde, porém com risco de baixa confiabilidade. O objetivo deste estudo foi analisar o conteúdo e as características de vídeos sobre nutrição e dermatite atópica publicados na plataforma. Materiais e métodos: Estudo descritivo baseado na análise de vídeos identificados por termos de busca padronizados no TikTok. Foram avaliadas características gerais (autoria, duração, legenda, público direcionado e práticas comerciais) e aspectos do conteúdo, incluindo presença de restrições alimentares, citação a nutrientes específicos, suplementação, linguagem utilizada, indicação de acompanhamento profissional e referências científicas. Resultados: Foram analisados 37 vídeos. A maioria foi produzida por pessoas com dermatite atópica (54,1%) e apresentou linguagem acessível (97,3%). As restrições alimentares foram frequentes (67,6%), com menções envolvendo glúten e laticínios. Estratégias nutricionais com respaldo científico, como vitamina D, ômega-3 e probióticos, foram pouco mencionadas (≤5,4%). Nenhum vídeo citou fontes científicas e apenas 8,1% recomendaram acompanhamento profissional. A presença de termos alarmistas (10,8%) e de práticas comerciais (5,4%) foi baixa. Discussão: Os vídeos concentraram-se em relatos pessoais e recomendações generalizadas, com foco em restrições alimentares e pouca aproximação às evidências científicas disponíveis, refletindo a limitada participação profissional na plataforma. Conclusão: Os vídeos sobre nutrição e dermatite atópica no TikTok apresentaram baixo embasamento científico, reforçando a necessidade de maior atuação de profissionais da saúde e consumo crítico das informações divulgadas nas mídias sociais.
Introdução e objetivo: A dermatite atópica é uma condição inflamatória crônica e multifatorial, cujo manejo inclui crescente interesse por estratégias nutricionais. Paralelamente, o TikTok tornou-se uma fonte popular de informações em saúde, porém com risco de baixa confiabilidade. O objetivo deste estudo foi analisar o conteúdo e as características de vídeos sobre nutrição e dermatite atópica publicados na plataforma. Materiais e métodos: Estudo descritivo baseado na análise de vídeos identificados por termos de busca padronizados no TikTok. Foram avaliadas características gerais (autoria, duração, legenda, público direcionado e práticas comerciais) e aspectos do conteúdo, incluindo presença de restrições alimentares, citação a nutrientes específicos, suplementação, linguagem utilizada, indicação de acompanhamento profissional e referências científicas. Resultados: Foram analisados 37 vídeos. A maioria foi produzida por pessoas com dermatite atópica (54,1%) e apresentou linguagem acessível (97,3%). As restrições alimentares foram frequentes (67,6%), com menções envolvendo glúten e laticínios. Estratégias nutricionais com respaldo científico, como vitamina D, ômega-3 e probióticos, foram pouco mencionadas (≤5,4%). Nenhum vídeo citou fontes científicas e apenas 8,1% recomendaram acompanhamento profissional. A presença de termos alarmistas (10,8%) e de práticas comerciais (5,4%) foi baixa. Discussão: Os vídeos concentraram-se em relatos pessoais e recomendações generalizadas, com foco em restrições alimentares e pouca aproximação às evidências científicas disponíveis, refletindo a limitada participação profissional na plataforma. Conclusão: Os vídeos sobre nutrição e dermatite atópica no TikTok apresentaram baixo embasamento científico, reforçando a necessidade de maior atuação de profissionais da saúde e consumo crítico das informações divulgadas nas mídias sociais. Read More
