Algoritmos da sociedade

Este artigo analisa como o entendimento que a sociedade empreende de si mesma, ao se autodescrever, está cada vez mais mediado por programas baseados em algoritmos. O termo “algoritmos da sociedade” destaca o papel dessas operações na descrição social, evidenciando que elas configuram contextos e estruturas autônomas dentro dos próprios sistemas digitais. Inspirando-se em A Sociedade da Sociedade, de Niklas Luhmann, o artigo investiga como a autodescrição social passa a incorporar a mediação algorítmica, ampliando o alcance e a articulação das semânticas sociais. O texto aprofunda as noções de “forma” e “meio” para servir ao argumento de que algoritmos estruturam operações sociais e possibilidades comunicacionais: algoritmos deixaram de ser apenas ferramentas externas e passaram a operar como elementos internos da autodescrição social, respondendo à exigência de lidar com complexidade, aceleração e diferenciação funcional. Os indicadores apresentados sugerem que decisões essenciais hoje são mediadas por sistemas algorítmicos, cuja legitimidade se naturaliza apesar da opacidade de seus critérios. Conclui-se que, ao se tornarem operadores de decisão e sentido, os algoritmos reconfiguram a maneira como a sociedade se observa, se organiza e produz significado no presente.

​Este artigo analisa como o entendimento que a sociedade empreende de si mesma, ao se autodescrever, está cada vez mais mediado por programas baseados em algoritmos. O termo “algoritmos da sociedade” destaca o papel dessas operações na descrição social, evidenciando que elas configuram contextos e estruturas autônomas dentro dos próprios sistemas digitais. Inspirando-se em A Sociedade da Sociedade, de Niklas Luhmann, o artigo investiga como a autodescrição social passa a incorporar a mediação algorítmica, ampliando o alcance e a articulação das semânticas sociais. O texto aprofunda as noções de “forma” e “meio” para servir ao argumento de que algoritmos estruturam operações sociais e possibilidades comunicacionais: algoritmos deixaram de ser apenas ferramentas externas e passaram a operar como elementos internos da autodescrição social, respondendo à exigência de lidar com complexidade, aceleração e diferenciação funcional. Os indicadores apresentados sugerem que decisões essenciais hoje são mediadas por sistemas algorítmicos, cuja legitimidade se naturaliza apesar da opacidade de seus critérios. Conclui-se que, ao se tornarem operadores de decisão e sentido, os algoritmos reconfiguram a maneira como a sociedade se observa, se organiza e produz significado no presente. Read More

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