Níveis de irisina circulante após treinamento resistido em indivíduos obesos ou com sobrepeso: uma revisão sistemática e metanálise

A obesidade está ligada à inflamação crônica e alterações metabólicas que afetam a saúde muscular. Nesse cenário, o treinamento resistido (TR) destaca-se como uma estratégia eficaz para melhorar a composição corporal e promover adaptações musculares. Em pessoas com obesidade, o TR pode estimular a produção de irisina (IRIS), uma mioquina com efeitos anti-inflamatórios e termogênicos, favorecendo a redução da inflamação e a melhora do metabolismo energético. Diante disso, este estudo tem como objetivo de identificar as alterações nos níveis de IRIS em indivíduos obesos submetidos ao TR. Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, Scopus, Embase, Web of Science e LILACS. Foram identificados 841 estudos, dos quais 729 foram excluídos após a aplicação dos critérios de elegibilidade, resultando na inclusão final de 8 estudos para análise. A metanálise indicou que o treinamento resistido promove efeitos positivos e estatisticamente significativos sobre o desfecho analisado, conforme evidenciado pela diferença média padronizada combinada (SMD = 1,12; IC95%: 0,31 a 1,93; p = 0,006), contudo, houve uma heterogeneidade elevada (I² = 86%) e um possível viés de publicação. O treinamento resistido (TR) eleva os níveis de irisina em indivíduos obesos, promovendo benefícios metabólicos. No entanto, a resposta da irisina depende de fatores como protocolo, sexo e estado hormonal, e é limitada pela heterogeneidade dos estudos e pela imprecisão dos métodos de mensuração, especialmente ELISA. Pesquisas futuras com metodologias padronizadas e técnicas analíticas mais confiáveis são necessárias para validar a irisina como biomarcador metabólico.

​A obesidade está ligada à inflamação crônica e alterações metabólicas que afetam a saúde muscular. Nesse cenário, o treinamento resistido (TR) destaca-se como uma estratégia eficaz para melhorar a composição corporal e promover adaptações musculares. Em pessoas com obesidade, o TR pode estimular a produção de irisina (IRIS), uma mioquina com efeitos anti-inflamatórios e termogênicos, favorecendo a redução da inflamação e a melhora do metabolismo energético. Diante disso, este estudo tem como objetivo de identificar as alterações nos níveis de IRIS em indivíduos obesos submetidos ao TR. Foram realizadas buscas nas bases de dados PubMed, Scopus, Embase, Web of Science e LILACS. Foram identificados 841 estudos, dos quais 729 foram excluídos após a aplicação dos critérios de elegibilidade, resultando na inclusão final de 8 estudos para análise. A metanálise indicou que o treinamento resistido promove efeitos positivos e estatisticamente significativos sobre o desfecho analisado, conforme evidenciado pela diferença média padronizada combinada (SMD = 1,12; IC95%: 0,31 a 1,93; p = 0,006), contudo, houve uma heterogeneidade elevada (I² = 86%) e um possível viés de publicação. O treinamento resistido (TR) eleva os níveis de irisina em indivíduos obesos, promovendo benefícios metabólicos. No entanto, a resposta da irisina depende de fatores como protocolo, sexo e estado hormonal, e é limitada pela heterogeneidade dos estudos e pela imprecisão dos métodos de mensuração, especialmente ELISA. Pesquisas futuras com metodologias padronizadas e técnicas analíticas mais confiáveis são necessárias para validar a irisina como biomarcador metabólico. Read More

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