Patriarcado e epistemologias de gênero nas Relações Internacionais

O artigo investiga como o patriarcado estrutura a produção de conhecimento e as práticas das Relações Internacionais, propondo uma crítica ao pensamento dominante da disciplina a partir de uma perspectiva feminista e decolonial. A pesquisa, de natureza teórico-bibliográfica, analisa como hierarquias de gênero e raça moldam tanto os fundamentos epistemológicos do campo quanto sua reprodução institucional, com especial atenção ao contexto brasileiro e latino-americano. Argumenta-se que o apagamento dessas dimensões não resulta de omissões pontuais, mas constitui parte de uma lógica de poder que define quem pode produzir teoria e quais saberes são reconhecidos como válidos. A partir de abordagens críticas do Sul Global, o estudo demonstra que a masculinidade hegemônica e a colonialidade do saber funcionam como pilares invisíveis da disciplina, sustentando narrativas de universalidade e neutralidade científica. Conclui-se defendendo a necessidade de uma despatriarcalização das Relações Internacionais, que promova a pluralidade epistemológica, a justiça cognitiva e a valorização de perspectivas situadas e plurais na compreensão da política internacional, especialmente no campo brasileiro.

​O artigo investiga como o patriarcado estrutura a produção de conhecimento e as práticas das Relações Internacionais, propondo uma crítica ao pensamento dominante da disciplina a partir de uma perspectiva feminista e decolonial. A pesquisa, de natureza teórico-bibliográfica, analisa como hierarquias de gênero e raça moldam tanto os fundamentos epistemológicos do campo quanto sua reprodução institucional, com especial atenção ao contexto brasileiro e latino-americano. Argumenta-se que o apagamento dessas dimensões não resulta de omissões pontuais, mas constitui parte de uma lógica de poder que define quem pode produzir teoria e quais saberes são reconhecidos como válidos. A partir de abordagens críticas do Sul Global, o estudo demonstra que a masculinidade hegemônica e a colonialidade do saber funcionam como pilares invisíveis da disciplina, sustentando narrativas de universalidade e neutralidade científica. Conclui-se defendendo a necessidade de uma despatriarcalização das Relações Internacionais, que promova a pluralidade epistemológica, a justiça cognitiva e a valorização de perspectivas situadas e plurais na compreensão da política internacional, especialmente no campo brasileiro. Read More

Full text for top nursing and allied health literature.

X