O presente artigo analisa a atuação do sujeito social no processo de transformação e produção do espaço na antiguidade egípcia, enfatizando o caráter material e dialético da religião e da memória. A partir da articulação entre a categoria de espaço social, formulada por Henri Lefebvre, e as discussões sobre memória e agência material, desenvolvidas por Leire Olabarria, Lynn Meskell e Tim Ingold, propõe-se compreender o espaço religioso como uma construção mnemônica inserida na realidade concreta, entendida como um conjunto dinâmico de processos, fluxos, conexões e contradições. Nesse sentido, a religião é abordada como um campo de relações sociais em constante produção, no qual sujeitos, objetos, imagens e paisagens participam ativamente da constituição do religioso. A análise também discute a distinção entre cultura material e materialidade, ressaltando a necessidade de considerar as relações dialéticas entre pessoas e coisas, bem como o papel do poder e das práticas sociais na constituição do mundo material. Logo, a partir da análise dos Textos das Pirâmides no Reino Antigo egípcio, conclui-se que o espaço religioso constitui uma produção social na qual memória e materialidade operam como dimensões ativas na configuração do mundo.
O presente artigo analisa a atuação do sujeito social no processo de transformação e produção do espaço na antiguidade egípcia, enfatizando o caráter material e dialético da religião e da memória. A partir da articulação entre a categoria de espaço social, formulada por Henri Lefebvre, e as discussões sobre memória e agência material, desenvolvidas por Leire Olabarria, Lynn Meskell e Tim Ingold, propõe-se compreender o espaço religioso como uma construção mnemônica inserida na realidade concreta, entendida como um conjunto dinâmico de processos, fluxos, conexões e contradições. Nesse sentido, a religião é abordada como um campo de relações sociais em constante produção, no qual sujeitos, objetos, imagens e paisagens participam ativamente da constituição do religioso. A análise também discute a distinção entre cultura material e materialidade, ressaltando a necessidade de considerar as relações dialéticas entre pessoas e coisas, bem como o papel do poder e das práticas sociais na constituição do mundo material. Logo, a partir da análise dos Textos das Pirâmides no Reino Antigo egípcio, conclui-se que o espaço religioso constitui uma produção social na qual memória e materialidade operam como dimensões ativas na configuração do mundo. Read More
