Introdução e objetivo: A pandemia da COVID-19 impactou os hábitos de vida das pessoas, afetando o comportamento alimentar. Objetivou-se comparar o consumo alimentar de adultos de meia-idade e pessoas idosas antes e durante a pandemia, e identificar os fatores sociodemográficos e de saúde associados às mudanças significativas nesse consumo. Materiais e métodos: Estudo quantitativo e longitudinal, com 200 participantes com 45 anos ou mais, cadastrados na Atenção Básica de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Foi realizada caracterização sociodemográfica, de saúde e avaliados os marcadores de dieta saudável (consumo regular de frutas, feijão e verduras) e não saudável (consumo regular de doces e de refrigerantes), antes (2018/2019) e durante a pandemia (2021). Utilizou-se o teste de McNemar e modelos de regressão nas análises. Resultados: A maioria da amostra era mulher, idosa, com companheiro e escolaridade acima de quatro anos. Na comparação entre as duas avaliações, não houve diferença nas prevalências de consumo regular de feijão (66,0% e 66,0%) e frutas (43,5% e 45,5%). O consumo regular de verduras apresentou um aumento significativo, de 45,5% para 57,0%. Os marcadores de dieta não saudável não apresentaram diferença significativa, sendo 22,5% e 18,5% para o consumo regular de refrigerante, e 21,0% e 21,5% para doces. Ter escolaridade acima de quatro anos reduziu o risco de aumentar o consumo de legumes e ter sintomas depressivos aumentou o risco de aumentar esse consumo. Conclusão: Identificou-se um aumento da prevalência de consumo de verduras, maior nos participantes com menor escolaridade e com sintomas depressivos.
Introdução e objetivo: A pandemia da COVID-19 impactou os hábitos de vida das pessoas, afetando o comportamento alimentar. Objetivou-se comparar o consumo alimentar de adultos de meia-idade e pessoas idosas antes e durante a pandemia, e identificar os fatores sociodemográficos e de saúde associados às mudanças significativas nesse consumo. Materiais e métodos: Estudo quantitativo e longitudinal, com 200 participantes com 45 anos ou mais, cadastrados na Atenção Básica de Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Foi realizada caracterização sociodemográfica, de saúde e avaliados os marcadores de dieta saudável (consumo regular de frutas, feijão e verduras) e não saudável (consumo regular de doces e de refrigerantes), antes (2018/2019) e durante a pandemia (2021). Utilizou-se o teste de McNemar e modelos de regressão nas análises. Resultados: A maioria da amostra era mulher, idosa, com companheiro e escolaridade acima de quatro anos. Na comparação entre as duas avaliações, não houve diferença nas prevalências de consumo regular de feijão (66,0% e 66,0%) e frutas (43,5% e 45,5%). O consumo regular de verduras apresentou um aumento significativo, de 45,5% para 57,0%. Os marcadores de dieta não saudável não apresentaram diferença significativa, sendo 22,5% e 18,5% para o consumo regular de refrigerante, e 21,0% e 21,5% para doces. Ter escolaridade acima de quatro anos reduziu o risco de aumentar o consumo de legumes e ter sintomas depressivos aumentou o risco de aumentar esse consumo. Conclusão: Identificou-se um aumento da prevalência de consumo de verduras, maior nos participantes com menor escolaridade e com sintomas depressivos. Read More
