Este ensaio teórico visa analisar a trajetória histórica, política e conceitual da Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no Brasil e fomentar uma reflexão crítica para a formação da EAN como a conhecemos hoje. O conceito de EAN, atualmente definido pelo Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional (MREAN) para Políticas Públicas, reflete uma prática intersetorial, multiprofissional, transdisciplinar, e contínua, que promove a autonomia e abrange todos os ciclos da vida e aspectos do comportamento alimentar. A transformação da EAN no Brasil é resultado da influência de uma variedade de campos, setores e atores que têm moldado e continuam a moldar as práticas e propostas nesse campo. O artigo apresenta a influência do patriarcado higienista no advento da EAN, destacando a mediação pelas discussões acerca da fome e na produtividade dos trabalhadores. Analisa, ainda, a intersecção com a promoção da saúde e EAN, fortalecida com a publicação do MREAN.
Este ensaio teórico visa analisar a trajetória histórica, política e conceitual da Educação Alimentar e Nutricional (EAN) no Brasil e fomentar uma reflexão crítica para a formação da EAN como a conhecemos hoje. O conceito de EAN, atualmente definido pelo Marco de Referência de Educação Alimentar e Nutricional (MREAN) para Políticas Públicas, reflete uma prática intersetorial, multiprofissional, transdisciplinar, e contínua, que promove a autonomia e abrange todos os ciclos da vida e aspectos do comportamento alimentar. A transformação da EAN no Brasil é resultado da influência de uma variedade de campos, setores e atores que têm moldado e continuam a moldar as práticas e propostas nesse campo. O artigo apresenta a influência do patriarcado higienista no advento da EAN, destacando a mediação pelas discussões acerca da fome e na produtividade dos trabalhadores. Analisa, ainda, a intersecção com a promoção da saúde e EAN, fortalecida com a publicação do MREAN. Read More
