A presente Análise de Conjuntura investiga a transformação estrutural da ordem internacional no biênio 2024-2026, período marcado pela consolidação de uma política externa norte-americana fundamentada na incerteza sistêmica, na coerção econômica e na instrumentalização da Madman Theory (Teoria do Louco). O objetivo central é compreender como grandes potências (China, Rússia, União Europeia) e potências emergentes do Sul Global (Brasil) adaptaram suas estratégias de segurança e inserção internacional para sobreviver ao colapso da previsibilidade multilateral. Ancorando-se no Realismo Neoclássico e em diálogo com a noção maquiavélica de virtù e Fortuna, argumenta-se que a volatilidade hegemônica converteu-se no próprio princípio estruturante das relações internacionais contemporâneas. A metodologia baseia-se na análise qualitativa comparada de documentos oficiais, dados do comércio global e pronunciamentos diplomáticos. Os resultados evidenciam que as respostas estatais foram mediadas por variáveis intervenientes domésticas: enquanto a China acelerou sua autonomia tecnológica via “Dupla Circulação” e a Rússia consolidou sua economia de guerra voltada à Ásia, a União Europeia incorreu em subequilíbrio político.
A presente Análise de Conjuntura investiga a transformação estrutural da ordem internacional no biênio 2024-2026, período marcado pela consolidação de uma política externa norte-americana fundamentada na incerteza sistêmica, na coerção econômica e na instrumentalização da Madman Theory (Teoria do Louco). O objetivo central é compreender como grandes potências (China, Rússia, União Europeia) e potências emergentes do Sul Global (Brasil) adaptaram suas estratégias de segurança e inserção internacional para sobreviver ao colapso da previsibilidade multilateral. Ancorando-se no Realismo Neoclássico e em diálogo com a noção maquiavélica de virtù e Fortuna, argumenta-se que a volatilidade hegemônica converteu-se no próprio princípio estruturante das relações internacionais contemporâneas. A metodologia baseia-se na análise qualitativa comparada de documentos oficiais, dados do comércio global e pronunciamentos diplomáticos. Os resultados evidenciam que as respostas estatais foram mediadas por variáveis intervenientes domésticas: enquanto a China acelerou sua autonomia tecnológica via “Dupla Circulação” e a Rússia consolidou sua economia de guerra voltada à Ásia, a União Europeia incorreu em subequilíbrio político. Read More
