Este artigo insere-se no debate sobre operações de paz de estabilização conduzidas pela ONU, baseado no estudo do caso da Missão das Nações Unidas para a Estabilização da República Democrática do Congo (MONUSCO). O objetivo é analisar em que medida a MONUSCO obteve sucesso na construção de ilhas de estabilidade em regiões liberadas da ação de grupos armados. A hipótese é que suas ações produziram resultados insuficientes, pois a presença da MONUSCO não foi capaz de alterar decisivamente dinâmicas de violência armada. Argumenta-se que a lógica da estabilização tende a limitar processos políticos de resolução do conflito, dificultando a redução sustentada da violência. Metodologicamente, realiza-se estudo de caso qualitativo-quantitativo sobre a atuação da MONUSCO, com análise longitudinal de dados sobre eventos violentos, fatalidades e presença de peacekeepers, entre 2010-2024. Os resultados indicam que as regiões priorizadas continuaram concentrando elevados níveis de violência. Conclui-se, portanto, que a construção de ilhas de estabilidade não pode ser considerada um legado da MONUSCO.
Este artigo insere-se no debate sobre operações de paz de estabilização conduzidas pela ONU, baseado no estudo do caso da Missão das Nações Unidas para a Estabilização da República Democrática do Congo (MONUSCO). O objetivo é analisar em que medida a MONUSCO obteve sucesso na construção de ilhas de estabilidade em regiões liberadas da ação de grupos armados. A hipótese é que suas ações produziram resultados insuficientes, pois a presença da MONUSCO não foi capaz de alterar decisivamente dinâmicas de violência armada. Argumenta-se que a lógica da estabilização tende a limitar processos políticos de resolução do conflito, dificultando a redução sustentada da violência. Metodologicamente, realiza-se estudo de caso qualitativo-quantitativo sobre a atuação da MONUSCO, com análise longitudinal de dados sobre eventos violentos, fatalidades e presença de peacekeepers, entre 2010-2024. Os resultados indicam que as regiões priorizadas continuaram concentrando elevados níveis de violência. Conclui-se, portanto, que a construção de ilhas de estabilidade não pode ser considerada um legado da MONUSCO. Read More
