O artigo analisa as variações da diplomacia da saúde do Brasil com países africanos entre 2002 e 2024, apontando determinantes conjunturais, políticos e institucionais de sua expansão, contração e possível institucionalização. Dividido em três fases – emergência e expansão (2003-2010), declínio e fragmentação (2011-2022) retomada e reconfiguração (2023-2024) –, o estudo mostra que a prioridade atribuída à saúde na política externa dependeu da percepção internacional sobre o tema, de conjunturas políticas internas e da capacidade e agência de instituições nacionais, especialmente a Fiocruz, de se relacionar com parceiros e desenvolver projetos. A primeira fase destacou cooperação Sul-Sul e iniciativas estruturantes; a segunda evidenciou desinteresse nacional e descontinuidade; a terceira aponta para uma recuperação impulsionada pelo interesse do governo, pela pandemia e pela aproximação com a União Africana. Conclui-se que a diplomacia da saúde resulta da interação entre conjuntura internacional, decisões políticas internas e capacidades institucionais; e que a institucionalização da cooperação é condição para sua durabilidade. O estudo recomenda atenção a esses vetores na retomada e estudos futuros sobre a diplomacia da saúde no governo Lula III.
O artigo analisa as variações da diplomacia da saúde do Brasil com países africanos entre 2002 e 2024, apontando determinantes conjunturais, políticos e institucionais de sua expansão, contração e possível institucionalização. Dividido em três fases – emergência e expansão (2003-2010), declínio e fragmentação (2011-2022) retomada e reconfiguração (2023-2024) –, o estudo mostra que a prioridade atribuída à saúde na política externa dependeu da percepção internacional sobre o tema, de conjunturas políticas internas e da capacidade e agência de instituições nacionais, especialmente a Fiocruz, de se relacionar com parceiros e desenvolver projetos. A primeira fase destacou cooperação Sul-Sul e iniciativas estruturantes; a segunda evidenciou desinteresse nacional e descontinuidade; a terceira aponta para uma recuperação impulsionada pelo interesse do governo, pela pandemia e pela aproximação com a União Africana. Conclui-se que a diplomacia da saúde resulta da interação entre conjuntura internacional, decisões políticas internas e capacidades institucionais; e que a institucionalização da cooperação é condição para sua durabilidade. O estudo recomenda atenção a esses vetores na retomada e estudos futuros sobre a diplomacia da saúde no governo Lula III. Read More
